sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A vitória do que persiste até o fim

A vitória do que persiste até o fim


Certa vez, um corredor foi participar da maior competição de sua vida. Ele havia passado anos treinando, privando-se do lazer e dedicando todo o seu tempo ao treinamento para ganhar aquela grande corrida; desejava somente a vitória.
Naquele grande dia, ele encontrou outros competidores também preparados e dipostos a vencer. Ele se posicionou em sua raia; seu coração estava a mil por hora. Em meio a arquibancada lotada, ele observou o seu pai, que se espremia entre os torcedores para vê-lo vencer. Ele lhe fez um sinal, dizendo: “Filho, você vai vencer!” Essas palavras encorajaram ainda mais o jovem que estava ali, entre grandes corredores.

Todos se posicionaram, aguardando o ordem da largada. Assim que o tiro quebrou o silêncio do estádio, todos os competidores se lançaram em disparada em busca do primeiro lugar. A arquibancada começou a vibrar diante da vontade daqueles atletas na pista. Eis que o pai do jovem corredor começou a gritar: “Filho, acelera! Você vai conseguir!”.

O seu filho passou o competidor que estava em terceiro lugar e, em seguida, o que estava em segundo. O estádio vibrou diante da garra com que aquele rapaz estava correndo. O seu pai gritou: “Vai lá, meu filho! Só falta mais um!”.
O jovem corredor se aproximou do primeiro colocado e conseguiu passá-lo. Os repórteres ficaram admirados com a velocidade do rapaz. Seu pai então gritou: “Filho, vai fundo! Só falta uma volta!”.

O rapaz se manteve na vantagem e o estádio inteiro o apoiava. Todos percebiam que ele iria ganhar a corrida sem nenhuma dificuldade.
Faltando alguns metros para a linha de chegada. Seu pai começou a pular no meio da multidão, vibrando, pois via que o seu filho iria vencer. Mas, de repente, o rapaz gritou e caiu no chão se torcendo de dor com a mão no tornozelo. Faltava apenas alguns metros para a linha de chegada.

O estádio ficou em silêncio. Os outros competidores passaram por ele, deixando-o para trás. Seu pai pulou o alambrado e foi até a pista. Levantou seu filho e apoiou-o em seu ombro. Os dois então começaram a caminhar em direção a linha de chegada. O estádio ficou de pé e começou a aplaudi-los. Em meio a toda aquela emoção, o pai disse ao seu filho: “Falta só mais um pedacinho para você chegar.” E ele chegou à linha de chegada.

O estádio vibrou. Pessoas choraram emocionadas, os repórteres cercaram o local para entrevistá-lo. A atenção não se voltou para o atleta que chegou em primeiro lugar, mas para a garra e determinação daquele pai e daquele filho. Na entrevista, o rapaz disse: “Posso até não ter chegado em primeiro lugar mais fui até o fim com ajuda do meu pai”.

A VISITA DE JESUS

A VISITA DE JESUS 


Esta estória passa-se em uma cidade dos Estados Unidos, durante um dia de inverno com muita neve e frio.
Ruth foi à sua caixa de correio em frente de casa, verificar se tinha alguma correspondência e lá havia somente uma carta. Ela tomou a mesma e olhou para ela antes de abrir.
Então, ela verificou que não havia nem selo nem qualquer outro carimbo do correio. Abriu o envelope e leu a carta:

"Querida Ruth: Deverei estar na sua vizinhança no sábado à tarde e gostaria de visitá-la, com amor Jesus"
Com as mãos trêmulas ela colocou a carta em cima da mesa. "Porque iria Jesus visitar-me? Eu não sou ninguém especial. Eu não tenho nada para oferecer. “Com esse pensamento, Ruth se lembrou de sua cozinha com armários vazios.”

"Oh meu Deus, eu, realmente, não tenho nada para oferecer. Eu tenho que correr para o supermercado e comprar alguma coisa para o jantar"
Ela procurou em sua bolsa e viu que continha somente cinco dólares e quarenta centavos.
"Bem, pelo menos eu posso comprar um pouco de pão e alguns frios."
Ela vestiu seu sobretudo e correu para as compras.
Alguns pães franceses, 250 gramas de peito de peru fatiado e uma caixinha de leite deixaram Ruth com apenas 12 centavos.
Apesar de tudo, ela se sentiu bem voltando para casa com aquela pequena e simples oferenda debaixo de seus braços.

No caminho, uma voz: "Ei senhora, você pode nos ajudar?"
Ruth estava tão absorvida em seus planos para o jantar que nem notou duas figuras aconchegadas uma à outra na alameda. Um homem e uma mulher, ambos vestidos em não mais que uns farrapos.
"Olhe senhora, eu estou desempregado, sabe, e minha mulher e eu estamos vivendo ao relento, e o tempo está tornando-se muito frio e estamos sentindo muita fome e se a senhora pudesse nos ajudar nós ficaríamos realmente felizes."

Ruth olhou para os dois. Eles estavam sujos e cheiravam mau e, francamente, ela estava certa que eles poderiam conseguir algum tipo de trabalho se eles, realmente, quisessem.
"Senhor, eu gostaria de ajudá-los mas eu sou uma pobre mulher. Tudo o que eu tenho é um pouco de frios fatiados e um pouco de pão, e eu tenho uma visita muito importante para o jantar esta noite, e estava planejando servir isto para Ele."
"Sim. Está certo senhora, eu compreendo. De qualquer forma muito obrigado."
O homem colocou suas mãos nos ombros da companheira e seguiram em frente.
Olhando-os partir, Ruth sentiu uma dor familiar em seu coração:
"Espere, senhor"

O casal parou e virou para ela, que corria para eles.
"Olhe, por que você não fica com este alimento? Eu arranjo outra coisa para servir meu convidado."
Ela deu ao homem sua sacola de supermercado.
"Obrigado senhora. Muito obrigado."
"Sim, muito obrigado" disse a esposa. Ruth percebeu que ela estava tiritando de frio.
"Sabe, eu tenho outro sobretudo em casa. Aqui está este para você."
Desabotoou o casaco e jogou-o sobre os ombros da mulher.
Então, sorrindo, voltou-se e foi embora alameda abaixo, sem seu casaco e sem os alimentos para servir seu convidado.

"Obrigado senhora, muito obrigado mesmo"
Ruth estava enregelada sem seu casaco e muito preocupada.
O Senhor estava chegando para visitá-la e ela não tinha nada para lhe oferecer.
Ela remexeu em sua bolsa para achar a chave de casa, quando percebeu que havia outro envelope em sua caixa de correio.
"Isto é estranho. O carteiro não costuma vir duas vezes no mesmo dia"
Ela pegou o envelope e abriu-o.

"Querida Ruth:
Foi tão bom vê-la novamente. Obrigado pela adorável comida. E obrigado, também, pelo maravilhoso casaco.
Com amor, sempre. Jesus"

O ar estava ainda frio, mas mesmo sem casaco, Ruth não notou.

A MISSÃO DOS REGENERADOS EM ATOS. 2

A MISSÃO DOS REGENERADOS EM ATOS





Atos 16:6-10.

Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. 7 Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu. 8 Então, contornaram a Mísia e desceram a Trôade. 9 Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: “Passe à Macedônia e ajude-nos”.
10 Depois que Paulo teve essa visão, preparamo-nos imediatamente para partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos tinha chamado para lhes pregar o evangelho.

Cabe-nos sensibilidade, compreensão e submissão à direção do Espírito. O Processo de envio é contínuo. Isto não acontece apenas no dia do chamado formal, pois o Espírito Santo continuará permanentemente a enviar aqueles a quem Ele um dia chamou.

d. A visão em Atos 16:9,10 foi dada diretamente a Paulo, mas todos os outros imediatamente obedeceram a direção de Deus: ... concluindo que Deus nos havia chamado.... A visão nunca é coletiva, sempre começa no coração de um indivíduo, mas precisa ser submetida, compreendida e confirmada pelo grupo ou pela comunidade. 

3. Capacitados Pelo Espírito Santo Para a Obra Missionária

(Atos 13:9 e 52):
9 - Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse:
52 - Os discípulos continuavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

a. A capacitação do Espírito Santo se evidencia quando estamos cheios dEle.

Logo em seu primeiro encontro no campo missionário, Barnabé e Paulo foram desafiados em um confronto entre a Palavra de Deus e a palavra estabelecida naquela cultura. A Palavra de Deus prevaleceu.

b. O desafio da obra missionária só será cumprido por aqueles que, coletiva e individualmente, mantiverem-se cheios do Espírito Santo.

"Missões" é sinônimo de desafios, de empreendimentos, e de incertezas, e somente aqueles que estiverem cheios do Espírito perseverarão o suficiente para verem os sonhos e as visões dadas por Deus se tornarem realizações e realidades.

c. As privações decorrentes do envolvimento na obra missionária só serão aceitas com resignação por aqueles que estiverem cheios do Espírito Santo.

"Missões" também é sinônimo de adversidades, de confrontos, de antagonismos e de privações, e somente os cheios do Espírito serão capacitados a amarem mais a Deus e ao próximo, a ponto de resignarem o amor a si mesmos, para cumprir cabalmente o seu ministério.

d. As oposições e batalhas espirituais só serão vencidas por aqueles que estiverem cheios do Espírito Santo.

Avançar com a Palavra significa fazer recuar o inferno. À medida que o Evangelho é pregado, o inferno é saqueado, almas são libertas e salvas, e Satanás com seus anjos caídos se levantam em retaliação contra a igreja e contra os seus enviados.
Os cheios do Espírito desenvolverão discernimento espiritual (Atos 16:16-18) e resistirão o suficiente até verem o Diabo e seus anjos fugirem.

4. Maravilhados Com o Espírito Santo na Obra Missionária

(Atos 13:41):
“ ‘Olhem, escarnecedores, admirem-se e pereçam; pois nos dias de vocês
farei algo que vocês jamais creriam se alguém lhes contasse!’a”

a. No seu primeiro sermão no campo missionário, Paulo faz menção da possibilidade dos habitantes de Antioquia da Psídia serem considerados desprezadores da obra que estava sendo realizada no meio deles. Contudo, o desejo do apóstolo era que eles, pelo contrário, se maravilhassem e fossem até abalados (desvanecei) com a obra de Deus.

É preciso envolvimento pessoal e coletivo, participação e engajamento, para nos maravilharmos continuamente com o poder e com a graça de Deus demonstrados na obra missionária.

b. Você tem hoje a opção de maravilhar-se com o poder do Espírito Santo demonstrado na obra missionária, ou ignorar e desprezar o que Deus está fazendo no cumprimento do Seu plano de salvar a humanidade.

No que concerne à missões, certamente hoje, existem mais desprezadores do que maravilhados na igreja.

c. ... não crereis se alguém vô-la contar. Paulo não acreditaria se Deus tivesse mostrado de antemão o que faria através dele. Os reformadores Knox, Lutero, e Calvino não acreditariam se lhes tivesse sido revelada a abrangência do impacto mundial de seus sermões e escritos.

Certamente, João Wesley não acreditaria se lhe tivessem dito que a simplicidade de sua vida e pregação seriam usados por Deus para avivar um país inteiro.

Charles Finney, um santo homem de Deus, teria muita dificuldade em acreditar que, mesmo ainda 100 anos após a sua morte, cidades inteiras nos Estados Unidos experimentariam o avivamento por ele iniciado. 

Tendemos a fazer as coisas para Deus usando as sobras do nosso tempo, dos nossos talentos, dos nossos recursos financeiros, e esquecemos que a nossa regeneração foi obtida por meio de um sacrifício.

A sua vida cristã veio à existência por causa de um sacrifício. Que a sua missão cristã seja continuamente realizada nesta mesma perspectiva, porque a missão dos regenerados em Atos foi realizada no sacrifício de suas vidas.

A DEUS toda a devida honra e glória!

Valdeci Lopes.

A MISSÃO DOS REGENERADOS EM ATOS. 1



E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2.


A Igreja em Antioquia experimentava um crescimento extraordinário.

(Atos 11:21,26)

21-A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor.
26 – “...e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos.”

Quando o Espírito de Deus separou Barnabé e Saulo para a obra missionária.

Os regenerados daquela comunidade receberam, com alegria, o desafio de transpor, com a mensagem do Evangelho, seus limites espirituais e geográficos.

Mesmo sendo ainda uma igreja embrionária, os regenerados de Antioquia compreenderam que a razão da sua existência como igreja era a mesma que os tinha feito existir:

Missões. Igrejas e pessoas investiram tempo, recursos e talentos, para que eles, e nós, hoje, existíssemos como igreja.

É necessário compreendermos que, como povo regenerado de Deus, somos chamados, enviados, capacitados, e maravilhados pelo Espírito Santo para a obra missionária: 

1. Chamados Pelo Espírito Santo Para a Obra Missionária

(Atos 13:2): 

a. E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo...

A voz de Deus é facilmente ouvida por aqueles que coletiva e individualmente estão em comunhão com Ele. O que nos surpreende aqui não é o fato de Deus ter falado, pois Ele sempre continuará falando à Sua Igreja em todas as gerações, mas o fato daquela igreja ter ouvido claramente a voz do Espírito Santo.

Fica evidente que quando estamos em estado de consagração, através de jejum e oração, ficamos mais sensíveis à voz do Espírito, e mais facilmente entendemos e nos submetemos à Sua direção.

b. Que vozes você está ouvindo hoje? Que vozes esta igreja está ouvindo hoje? Que valores espirituais estamos desenvolvendo em nossos corações?

Qual é o nível de sensibilidade que temos para com os sons que vêm do céu? Temos ouvindo claramente o chamado do Espírito Santo para a obra missionária?

Possivelmente estamos ouvindo, hoje, as vozes dos tesouros que estão em nossos corações.

c. Toda aquela igreja foi chamada à obra missionária. Barnabé e Paulo foram especificamente enviados na linha de frente daquele empreendimento.

Quando uma igreja desenvolve a capacidade de ouvir distintamente a direção de Deus, ela não se negará a enviar os seus melhores.

2. Enviados Pelo Espírito Santo Para a Obra Missionária

(Atos 13:4):

a. “... e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Atos 13:3.”

Deus não chama indivíduos solitários, independentes, mas indivíduos conectados, incorporados na vida da igreja local, para a obra missionária.

Num sentido específico. Barnabé e Paulo foram enviados. Num sentido mais amplo, toda aquela igreja foi enviada, e a autoridade espiritual daquela comunidade foi transferida e imputada a Barnabé e Paulo através da imposição de mãos.

Eles saíram da igreja para o mundo, da comunidade dos regenerados para o alcance dos não alcançados.

b. quando isto ocorre logo acontece o inesperado, Sem sombra de dúvida, eles foram despedidos supridos dos recursos, mantimentos, e meios necessários à obra a ser realizada.

A vida de fé não é apenas exigida daqueles que estão na linha de frente dos flancos missionários e ministeriais, mas também de todos os que enviam. Tanto os que enviam, como os que são enviados são igualmente chamados a viver pela fé.

c. No processo de envio é o Espírito Santo quem determina a estratégia e os locais a serem alcançados.



continua no 2

A eficácia do testemunho cristão 2

A eficácia do testemunho cristão 2





II. O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO
1.     
A luz. A primeira coisa criada por Deus foi a luz. O uso do termo luz (Gr fôs) é antitético ao termo trevas (Gr skotia), mas sua conceituação pode nos auxiliar a compreender o caráter de Deus. Em geral, o termo luz na teologia desenvolvida na literatura joanina apresenta a Cristo (Jo.8.12; 9.5; 12.36, 46) como verdadeira luz (Jo 1.9) enviado da parte de Deus (Jo 3.19; 12.46) e foi testificada pelos apóstolos (Jo 1.7, 8; cf 1Jo 1.1-3).
2.     
O ‘Pai das luzes’. Em última análise, Deus é o autor da luz. Como luz, Deus revela a si mesmo em sua perfeita santidade e majestade. Deus é o padrão de Santidade, pois Ele é Luz e está na luz. Posicionalmente significa que não existe alguém (fora da Trindade) que se equipare a Ele em termos de Santidade. Ele não tem treva alguma em seu Ser, Ele é plenamente santo em todos os aspectos. Praticamente significa que tudo o que faz é permeado por sua Santidade, sendo que não faz nada antagônico à sua posição de santidade. Suas obras são obras de verdade, amor e claridade, pois sabe o que faz e para onde vai.
3.     
A manifestação da luz pelas boas obras. A comunhão com esse Deus exige santidade. Assim, qualquer forma de treva (prática isolada ou modo de vida) acarreta na impossibilidade de relacionamento entre o homem e Deus. É por essa razão que faz-se tão necessário o perdão Dele após conversão. O resultado da comunhão com Deus é a comunhão com os irmãos. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). É comum o pensamento de que Deus nos colocou neste mundo para termos uma vida cristã piedosa e diferente, de obediência e temor ao Senhor, lendo e meditando na sua Palavra, participando na vida da igreja, sendo testemunhas suas de coisas maravilhosas que Ele operou nas nossas vidas, etc., e isso é verdade, mas a vida cristã não pode ficar limitada apenas a isso! O texto de Mt 5.16 apresenta-nos uma nova e bem mais ampla visão do que é esperado dos crentes: Nós precisamos ser luz na terra, a fim de que as pessoas saiam de imediato das trevas e venham para a luz. A luz traz discernimento apropriado, decisões corretas, leva-nos ao encontro do Pai, identifica de forma objetiva o inimigo e suas más intenções.

III. O TESTEMUNHO DO CRISTÃO
1.   
No campo missionário. Em 2ts 1.10, a frase ‘o nosso testemunho não foi crido entre vós’, se refere ao fato de que os missionários, além de proclamar as verdades do Evangelho, tinham prestado testemunho ao poder dessas verdades. 
2.     
Em sua comunidade. As vezes parece assustador quando nos deparamos com passagens como Tg 4.17 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado”. Sim, assustador pois, o pecado não é apenas fazer o que é errado; também é falhar passivamente naquilo que Deus quer que façamos de bom. Pecados da negligência e da omissão.
3.    
3. Na igreja local. Nosso testemunho na igreja local pode ser percebido através do relacionamento travado com os demais membros da congregação. Através do livro de Atos, bem como outros trechos do Novo Testamento, tomamos conhecimento das normas ou dos padrões estabelecidos para uma igreja neo-testamentária. Antes de tudo, a igreja é o agrupamento de pessoas em congregações locais e unidas pelo Espírito Santo, que diligentemente buscam um relacionamento pessoal, fiel e leal com Deus e com Jesus Cristo (Rm 16.3,4; 1Co 16.19; 2 Co 11.28; Hb 11.6).

A eficácia do testemunho cristão

A eficácia do testemunho cristão


“[…] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8).

O testemunho de Jerusalém (cap. 2) apresenta, em miniatura, o ministério mundial de Deus: os ‘judeus… de todas as nações’ (2.5) que ouviram e creram carregaram a mensagem para bem longe. No resto de Atos, o evangelho se espalha à Jerusalém, à Judeia e Samaria, à Antioquia da Síria e aos confins da terra[1].

Cinco referências do Novo Testamento, Jesus incumbe diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo.

I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA

1. A função de preservar. Cristo identifica seus discípulos como o ‘sal da terra’. Precisamos saber qual é a função do cristão como sal da terra. Para isso é importante atentarmos para o valor e a função do sal. O termo sal vem do grego hals, halos, que tanto significam sal como mar. O valor primário do sal não estava em seu uso como condimento, mas na sua capacidade de preservar. Era utilizado para conservar carnes sem que estas apodrecessem e também, para dar sabor aos alimentos. Estas são as duas principais funções do sal: preservar e dar sabor.
“Ao ser recolhido da região do Mar Morto, uma parte do sal era boa para salgar e cozinhar, mas a outra havia perdido o seu sabor. Esse sal, porém, não era jogado fora. Eles o guardavam no templo de Jerusalém e quando as chuvas de inverno tornavam escorregadios os pátios de mármore, o sal era espalhado pelo chão para reduzir o perigo de quedas. Portanto, o sal que perdeu o sabor é pisado pelos homens”[2]. O sal, que difere do material ao qual é aplicado, mesmo em pequenas quantidades, permite que a matéria salgada seja preservada. O crente difere de todas as outras criaturas humanas.
Nós somos tão diferentes daqueles não regenerados quanto Jesus era da sociedade de seu tempo. Os padrões morais atuais não se coadunam com o padrão do Evangelho.

2. A função de temperar. Além de preservar, o sal tem a função de prover sabor. O mundo sem a mensagem do evangelho tornaria a vida insípida. O crente é chamado por Cristo de sal da terra porque ele tem a responsabilidade de transmitir sabor ao mundo. Assim como o sal tem a função de dar sabor aos alimentos em que é colocado, o crente tem a responsabilidade cristã de salgar (dá sabor) o mundo com a sua conduta. Como podemos transmitir sabor ao mundo com a nossa conduta? Evidenciando em nossa vida prática o caráter das bem aventuranças. Note que, para preservar, o sal é usado em grandes quantidades, enquanto que, para dar sabor seu uso deve ser equilibrado, racional, para não se tornar prejudicial à saúde. O organismo pode começar a ficar doente quando se ultrapassa a quantidade diária recomendada (3g); consumido de forma desequilibrada, há certamente conseqüências nefastas. Para temperar, o crente deve:
- Manifestar sua tristeza e ódio pelo pecado: não ria de piadas e músicas sujas, nem se deleite nos programas imorais da televisão; abomine os pecados que parecem ser normais para o mundo: homossexualismo, suborno, vingança, prostituição, etc.;
- Agir com mansidão no seu relacionamento com Deus e o próximo: confiança em Deus na adversidade, nenhum desejo de vingança diante das injustiças, disposição para perdoar;
- Buscar a paz em todos os seus relacionamentos: paz na igreja, no lar e na comunidade;
- Praticar a misericórdia para com todos: fazer o bem a todos num mundo egoísta para mostrar o amor de Cristo que é derramado sobre nós;
- Mostrar que é puro de coração por meio de sua honestidade e fidelidade: no casamento, no trabalho. (Ver Tg 2.14-26; Lc 7.31-35).

3. Preservando e temperando o mundo. Essa função de sal é outorgada ao crente individualmente, não à Igreja enquanto coletividade. Não é para a Igreja ser, é para os membros da Igreja, na sua individualidade, serem. A responsabilidade do crente em salgar e preservar não pode ser descuidada. Quando, pela graça de Deus, praticamos o ensino de Cristo nas bem aventuranças, estamos transmitindo ao mundo corrompido o sabor do evangelho de Cristo. A única saída para esta sociedade desprovida da glória de Deus (Rm 3.23) é o sal do evangelho de Cristo. O sal tem a característica de preservar os alimentos de sua corrupção. Da mesma forma, a conduta cristã é útil para refrear a corrupção do mundo. Somente o crente fiel pode transmitir sabor ao mundo. Que responsabilidade temos diante do Senhor. Ele quer nos usar como seus instrumentos para tornar seu evangelho conhecido no mundo e salvar outros pecadores. Por meio do testemunho pessoal dos membros do Corpo de Cristo, o Senhor está chamando pecadores do mundo corrompido para desfrutar das bênçãos do seu Reino. Que Deus nos ajude a transmitir o sabor do evangelho de Cristo com a nossa conduta para a glória do seu nome e o crescimento do seu Reino. De fato o mundo é corrupto e continuará sendo até o dia da volta de Cristo. Não é por causa de nossa boa conduta que o mundo vai deixar de ser corrupto. Porém, o mundo seria muito pior sem a presença influenciadora dos crentes fiéis através de suas orações e conduta. O Senhor nos chama a agir positivamente como o sal da terra.

continua no 2.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FAÇA A SUA PARTE - série Frases e pensamentos

FAÇA A SUA PARTE 





Ainda que: o sonho sonhar que o seu sonho se foi
Ainda que: o amor amar o amado pelo outro
Ainda que: a confiança desconfiar da autoconfiança
Ainda assim eu vou em frente, pois o que domina e determina,
o meu amanhã é o dono das circunstâncias

Com Ele não existe ainda que, porque Ele é, o que tem que ser.
Foi Ele mesmo que disse, Eu Sou
Então não olhe o céu para poder semear
Faz a tua parte que Ele sempre fará a Dele...


Wagner Salles - novembro de 2011