
As armas de Josafá
No que esta narrativa revela algumas atitudes que fez a diferença. São elementos chave que colocam o povo de Deus na posição de vitória.
Deus deixou que fosse escrito para que seu povo pudesse conhecer e entender o Seu agir.
O Rei Josafá a principio diante da noticia, teve medo, uma atitude natural do homem. Ele temeu porque ele conhecia os seus adversários e porque era uma grande multidão, um exército muito numeroso, ele não tinha homens suficientes para lutar e ele sabia que seria um massacre.
Josafá em primeira instância se deixou guiar por vista, olhou o numero do exército inimigo e olhou as suas armas.
A nossa vida é repleta de momentos de alegria e de tristezas, felicidades, angustias, derrotas e vitórias, mas não há nada melhor do que quando tudo vai bem, não é verdade?
Uma das melhores coisas que pode acontecer na nossa vida é quando tudo vai bem, no casamento, nos estudos, na saúde, na área financeira, o dinheiro está no bolso, não falta nada, aí é só felicidade!!!
Mas a bíblia diz que há um dia mal, e esse dia chega sem avisar na vida de cada um de nós, de repente ele vem e tudo fica mal, anoite escura prevalece, o desanimo, as lutas, as contrariedades, vem enfermidades, o desemprego bate na nossa porta, a crise conjugal, familiar e financeira se fazem presentes, é o filho que vive uma faze de rebeldia e aí parece que tudo irá desandar.
O que fazer quando o dia mal chega?
Será que o remédio é sumir de tudo e de todos? Será que o melhor a fazer é abandonar sua família, sua esposa, seu marido ou seus negócios?
O Rei Josafá aqui nos dá uma grande lição, a de que ainda que tudo possa parecer contrário, há uma esperança de que tudo pode mudar para quem confia no Senhor Jeová. Aleluia!!!
Ainda que digam para você: “Vem contra ti uma grande multidão”.
Uma das piores coisas que pode existir na vida do ser humano é o inesperado, é aquilo que não se pode impedir. A própria palavra já diz, inesperado é aquilo que não se espera. Que é que pode esperar por alguma coisa ruim?
Ninguém na verdade espera por coisas ruins, mesmo por que quem crê no Senhor, só pode esperar coisas boas, mas devemos entender que as lutas e dificuldades fazem parte da nossa vida, da vida cristã normal. Cada um de nós terá as suas próprias batalhas.
E para vencê-las, nós precisamos do Senhor dos exércitos, do Deus invisível que nunca perde batalhas.
Depois de tudo isso o Rei Josafá convoca o povo para um jejum.
1. A vitória passa primeiro pelo jejum (v3)
O jejum não é um meio pelo qual alguém pode manipular Deus para conseguir algo. O jejum é simplesmente uma indicação externa de uma sinceridade interna e evidente da urgência que sentimos quando oramos por necessidades especiais. Jejum é sacrifício, é subjugar a carne para dar lugar ao espírito.
2. Segundo passo é a oração (v4)
Do versículo 4ao 13 o Rei Josafá chama todo o povo a orar ao Senhor e a começarem a clamarem ao Deus verdadeiro.
Veja que no verso 5 Josafá se coloca em pé na congregação e aí está outra lição que precisamos aprender: Diante das dificuldades nós temos que nos colocar de pé, em outras palavras essa deve ser a nossa postura, nosso posicionamento.
Tem muita gente que ao passar por lutas ou perdas, fica de tal forma abatido que não consegue nem erguer a cabeça e se reerguer, ficam prostrados, desanimados e em contra partida o nosso inimigo manda mais luta, mais opressão e ganha terreno.
Coloque-se de pé diante das lutas, levante a sua cabeça porque a sua posição é de pé.
Josafá então agora a partir dos versos 5 á 11, ele começa a trazer a memória os feitos gloriosos do Senhor. O que Deus fez pelo seu povo em meio às lutas.
Lembre-se do que Deus fez por você, por sua família, seus irmãos, Josafá fez isso no meio da congregação. “Quero trazer a memória aquilo que pode me dar esperança”, dizia Jeremias.
No versículo 12 ele faz algo que todo cristão deveria fazer, que é reconhecer suas limitações. Reconhecermos que somos fracos, mas que a nossa força vem do Senhor. Nestes momentos devemos declarar como o salmista no Salmo 121.1, “elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor,...”
É na mais escura noite do cristão que ele tem que entender e dizer: Senhor eu não sei o que fazer, mas sei que posso contar com a sua ajuda.
Porque em nós não há força...; e não sabemos o que faremos, porém os nossos olhos estão postos em ti.
Você pode até dizer que não aguenta mais essa luta que você está passando, que não suporta mais e que acabaram as suas forças. Faça como Josafá, coloque os seus olhos no Senhor, quando o profeta fez isso, o Espirito Santo de Deus falou por meio dele:
“Não temas, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão que vem contra ti, porque a peleja não é vossa, mas de Deus.” “Amanhã descerão até a ladeira de ziz e lá ao encontra-los não precisarão fazer nada, porque o salvamento virá do Senhor”.
Saiba de uma coisa meu irmão ou irmã, se você está passando por uma grande luta, ela não é sua, mas sim de Deus, o Espírito Santo disse: “Amanhã...” você pode passar hoje mais sempre haverá o amanhã de Deus e da Vitória. Aleluia!!!
3. O Terceiro passo é o louvor
No versículo 22 e 23 nos revela o último passo da milagrosa vitória de Judá, ela está no louvor. O louvor é também uma arma de guerra de Deus, pois Ele habita no meio dos louvores.
O louvor liberta o louvor cura, no louvor Deus age, “Paulo e Silas louvaram na prisão e as cadeias se romperam”.
Quero chamar a sua atenção para o versículo 21, os cantores vestiram ornamentos sagrados; isto diz respeito a nossa vida de santidade para que Deus possa agir. A Bíblia diz que quando eles começaram a cantar e entoar louvores ao Senhor, Deus começou a armar emboscadas contra os seus inimigos. Enquanto eles louvavam, Deus os livrava do perigo, enquanto eles louvavam, Deus fez um grande exército se autodestruir, e que coisa linda quando o todo poderoso começa agir.
Era o povo louvando e Deus guerreando, Josafá vencendo, Deus triunfando e os inimigos perecendo. Com Jeová na guerra você vai vencer.
Conclusão:
No deserto de Tecoa, ou seja, no vale de lágrimas faça como Josafá e guarde a lição, busque a Deus.
Quem sabe que o que está faltando para você vencer grandes batalhas, seja você buscar mais a Deus, se prostrar diante Dele e confessar seus erros, seus pecados, e quem sabe dizer: “Senhor eis-me aqui, não sei mais o que pensar, fazer ou dizer, mais uma coisa eu sei, os meus olhos estão postos em ti.”
Ponha os teus olhos no Senhor, e Ele irá mudar o teu vale de lágrimas, em vale de benção, vale de louvor.
IICro 20.26 de Tecoa até Beraca o louvor ou benção
“E ao quarto dia se ajuntaram no vale de Beraca; pois ali louvaram ao SENHOR. Por isso chamaram aquele lugar o vale de Beraca, até ao dia de hoje.”
É isso que Deus quer, seja fiél e temente a Ele. E que Deus te abençoe muitíssimo.
Maria José é esposa do pr. Wagner, lideres da Igreja Familia Cristã no Cabo e mãe de tres filha, Julyana, Káris Cristina e Giovanna.

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES
JOÃO 6. 1-14“Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades.E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos.E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam.E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” Esta narrativa só foi registrada no evangelho de João entre todos os evangelhos. A multidão reconhecia o “Messias Político”, o que significava que Jesus era o profeta que deveria vir ao mundo, e o povo queria torna-lo rei, ao que Jesus recusou, pois a sua missão era um reinado espiritual no homem a partir da cruz, a sua missão era, portanto salvar o homem da sua miséria.Interessante observar que, no texto aparecem os vocábulos “multidão”, e “discípulos” e o nome próprio Filipe, de um dos discípulos.Na concepção sociológica do termo “multidão”, os elementos que que o compõem são caracterizados pela heterogeneidade e pelo contato físico dos indivíduos que reagem de maneira semelhante, mais ou menos impulsivo, aos mesmos estímulos. A multidão que seguia Jesus agia como uma massa hipnotizada, atraída pelos “sinais” que Ele fazia.Agora em contraste com a “multidão”, há os “discípulos”, que ao invés de serem impulsivos, agiam em conjunto, seguindo as ideias e os ensinamentos de Jesus.Neste caso, há uma identificação entre os indivíduos do grupo. E finalmente há o destaque do nome de um discípulo, Felipe, caracterizando o modo como Jesus se relaciona com as pessoas: individualmente.Se estabelecermos uma relação entre os sinos “multidão”, “discípulos”e “Felipe”(individuo), podemos inferir que Deus separa o homem da multidão, e leva-o a uma identificação e, posteriormente, a um relacionamento intimo com Ele.Está aí um rapaz que tem cinco pães e dois peixes: “mais isto não é para tanta gente?” Jesus fez uso do que o rapaz tinha em pouca quantidade para alimentar a multidão, com abundância.Do mesmo modo que Jesus lançou mão do pouco que o rapaz tinha para realizar um sinal grandioso, em nossos dias, este milagre também acontece quando, as nossas vidas, individualmente, se identificam com Cristo em Sua morte e ressurreição. Fazendo uso da imagem de uma luva que veste a mão, podemos visualizar a luva, que somos nós, e Jesus Cristo que é a mão que a move. É justamente isso que significa ter Cristo revestido em nós:“Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” Romanos 13.14.O rapaz, em primeiro lugar para sermos instrumentos ou testemunhas de Deus no mundo, na pregação do evangelho, precisamos estar certos da nossa identificação com Cristo.A luva tem a forma de uma mão humana, mais não tem vida.No entanto se a vestirmos com a nossa mão, tudo quanto for possível a nossa mão será possível para a luva. Assim é quando Cristo vive em nós.O mundo está faminto da comida que não perece, do pão vivo.“O evangelismo é apenas um mendigo faminto contando a outro onde encontrar o pão”Mas só pode verdadeiramente fazer isto, alguém que foi atingido pela cruz e no poder da ressurreição. Nos não somos fonte, mas canal.“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” João 7.38Fluir é algo natural, sem qualquer esforço, pelo contrário, tudo desliza naturalmente.Eloquência, conhecimento teológico, não é necessário para sermos testemunhas, mas uma profunda convicção do fato que morremos e ressuscitamos em Cristo.Ninguém pode testificar o que não viu, o que não experimentou. Por isso os anjos não podem pregar o evangelho.“Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.” IPedro 1. 12Os anjos não foram atraídos na morte de Cristo, eles não tinham pecado.Esta é uma experiência dada só ao homem.“Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus.Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Galatas 2. 19-20 Portanto Cristão é aquele que se tornou morada de Cristo.

A CURA DO CEGO DE NASCENÇA
João 9.1-11E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos?Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.A cerca desta cura, ela não revela apenas uma cura física, mais do que isto ela revela o que Deus faz no homem para que este O veja, este homem não ficou vendo apenas mais ele se tornou um vidente, isto é, deu-lhe vista, ligando-o deste modo Àquele que o tornou capaz de ver.O Senhor fez, com sua saliva, lodo da terra e aplicou-o nos olhos do cego de nascença. O homem era cego, mas passou a ver.Este barro é a figura da humildade de Cristo na Sua humilhação terrestre e na sua humildade servil, apresentada aos olhos dos homens.Indiretamente, a narrativa deste milagre fornece algumas informações sobre o sofrimento humano:Ao ser questionado sobre a razão do sofrimento, Jesus negou que a cegueira do homem em questão tivesse algo a ver com seus atos passados ou com algum ato de seus pais. Ele deixou implícita a vontade governante de Deus que visa o bem final, sendo o sofrimento um de seus meios de operação.“Convém( é necessário) que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” João 9.4Ao instar seus discípulos sobre a urgência de realizar a obra de Deus, Sua missão aqui na terra, Jesus identifica-os consigo mesmo ao dizer “façamos”. Jesus sabia que restava pouco tempo da graça (do dia), para realizar seu ministério, enquanto a noite significava o fim desse período.O milagre fala do tema Jesus é a Luz do mundo. Além da visão física concedida, também o homem foi agraciado com a visão superior ou vivificação espiritual que conduz à vida eterna, ao reino da luz de Deus:João 9.35-38Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus?Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo.Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.Ele é a luz do mundo. Em sua graça, quando recebido por alguém, comunica o poder de ver essa luz (Cristo) e tudo o mais por Seu intermédio:“Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.” Salmos 36.9A Sua presença neste mundo faz o dia, porque Ele é a luz. Nós somos absolutamente cegos, não vemos nada. Somos cegos de nascença. Esta é a história da humanidade:“Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração;...” Efésios 4.18O D. M. Lloyd – Jones diz que “o efeito mais desastroso que a queda produziu no homem foi em seu entendimento, ou seja, em sua mente, entenebrecendo lhe a faculdade e transformando-a em cegueira”O homem na queda tornou-se alienado da vida de Deus por causa do pecado. Significa dizer entre outras que o homem ficou perturbado de mente, totalmente dominado, dependente da vida, doente mental, andando na vaidade da sua mente, foi cortado da verdadeira vida.O homem em pecado não vive, ele existe. Somos por natureza, corruptos e inclinados ao mal, ou melhor, somos totalmente devotados ao mal.o homem anda nas trevas sem saber para onde ir:“Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.” Jó 12.25.A terra envolta na escuridão, mas a palavra de Deus trouxe luz onde havia trevas: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”“E disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Gen 1.2-3Deus homem esteve entre os homens para alumiar os que jaziam em trevas.“Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” Lucas 1.79O homem quando exposto em sua presença, tem revelação do que realmente é.Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; Col. 1.12-14“Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos” Salmos 34.5.