segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A MINHA ESPERANÇA NA MINHA CASA

A MINHA ESPERANÇA NA MINHA CASA


“Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar.” 2 Samuel 23:5

Eu creio que tudo será ordenado guardado... Não por capacidade minha, nem tão pouco porque é o meu desejo, mais acima de tudo a nossa salvação e todo nosso prazer vem do Senhor...

Apesar de ainda não ser assim, eu firmo a minha casa, a minha família nesta esperança...


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A MESA DO SENHOR





Mesa do Senhor


Rogério Monferrari
Publicação: 19/11/2012
 "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”
“Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1 Co 11.23-26).

"Isto é o meu corpo"
Este texto é uma resposta da doutrina católica da "transubstanciação", que assevera literalmente que o pão e o vinho são transformados literalmente no corpo e sangue de Cristo, e da "consubstanciação" da doutrina luterana, que ensina que o verdadeiro corpo e sangue de Cristo se encontram nos elementos da ceia, com eles e sob eles.
É importante lembrar que, quando o Senhor Jesus instituiu o memorial da ceia, seu corpo ainda não havia sido entregue e seu sangue ainda não havia sido derramado.
Comer o pão é lembrar de Cristo em sua morte expiatória por nós. Alimentar-se de Jesus é reconhecer que nós fomos inseridos em sua morte e ressurreição, e em Cristo, obedecer a vontade do Pai que enviou seu Filho Jesus para nos justificar perante Ele.
Quando celebramos a morte e ressurreição de Cristo, e confessamos que com Ele morremos e com Ele ressuscitamos, devemos estar prontos para ir às últimas consequências para negar nossa própria vontade e obedecer a vontade do Pai. Isso que deve reger toda a nossa vida. João 5.30 diz: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou”.

"Este cálice é a nova aliança no meu sangue"
Na Mesa do Senhor podemos analisar dois aspectos: "alimento" e "celebração". Primeiramente o "pão", que nos faz lembrar da morte expiatória de Cristo, nos mostra que neste corpo fomos inseridos, e que neste corpo somos "alimentados". E este alimento nos trás crescimento dentro do corpo de Cristo que é a Sua Igreja. No segundo aspecto temos o "cálice"; este cálice fala do sangue derramado por Cristo lá na Cruz, sangue este que nos torna justos, em Cristo, perante Deus, e assim, "celebramos" a Nova Aliança com Deus em Cristo Jesus. (Jr 31.31-34). Ou seja, o pão é para a vida do corpo -(1 Co 11.24); porém o sangue é para a justiça de Deus (1 Co 11.25). O pão nos mostra o valor da comunhão da ceia, o sangue é nos faz ver o valor eterno da aliança.

"Porque todas as vezes... anunciais a morte do Senhor, até que ele venha".
Como Frédéric L. Godet ressalta com bastante propriedade, que a ceia do Senhor é "o elo que liga suas duas vindas como monumento da primeira e penhor da segunda". Na Mesa do Senhor, nós devemos ter claro em nossa alma, aquilo que celebramos, que é aquilo com o qual nos alimentamos: a obediência a vontade do Pai em Seu Filho Jesus, pela graça que atua em nós por meio do Espírito Santo de Deus. Enquanto houver alguma dúvida sobre a total obediência, e com isso um oculto senso de que se pode falhar, havemos de perder a confiança que nos assegura a vitória. E assim, corrermos o risco de participarmos de uma celebração onde o Espírito de Deus não flui em nossa vida. Por outro lado, se tivermos a firme convicção de que estamos buscando uma vida de obediência, onde nosso alimento é a vontade do Pai; o Senhor nosso Deus, a cada celebração nos revela um pouco mais da Sua face, e acrescenta a vida de Seu Filho Jesus em nós.
Quando celebramos a Mesa do Senhor, nós experimentamos a cada dia a conformação do nosso caráter ao caráter de Jesus Cristo, e assim, estaremos sendo preparados, a cada celebração, como a Noiva do Cordeiro, adornada, até que Ele venha. Amém!

"Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice... pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si"
Se a frase Corpo de Cristo tem um significado de "Igreja", então devemos nos alimentar no Corpo de Cristo. Quer comamos, quer bebamos, quer façamos qualquer outra coisa, façamos para a Glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é algo que fazemos isoladamente, de forma individualista, mas é algo que fazemos individualmente de forma coletiva dentro de uma unidade que é o Corpo de Cristo, a Igreja.
A pergunta que devemos fazer a cada um de nós, membros do Corpo de Cristo é: De que maneira chegamos à Mesa do Senhor? Esta pergunta deverá ser respondida antes de nos achegarmos à Mesa do Senhor, pois não podemos nos aproximar dela sob julgamento, por não discernirmos o que é o Corpo de Cristo.

Obediência
Para que possamos julgar se nossas atitudes estão de acordo com a vontade de Deus, devemos saber que esta vontade para ser cumprida tem um componente fundamental:OBEDIÊNCIA.
Vamos ler João 6.38: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. A celebração da mesa do Senhor é a celebração de uma vida que obedece a vontade de Deus. De uma vida que faz a vontade de Deus. Esta obediência deve ser um princípio de vida. Não significa um simples ato de obediência aqui e ali, nem mesmo uma série de atos, mas o espírito de toda a sua vida.
Como diz o salmista, esta obediência deve ser com alegria. Salmo 40.8 diz: “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração”. Portanto a mesa do Senhor não significa que nos alimentamos de Cristo apenas naquele momento, que obedecemos a vontade de Deus apenas naquele momento, mas a Mesa do Senhor é um ato solene onde celebramos a vida de Cristo em nós, onde celebramos a Sua morte e ressurreição, onde celebramos a aliança com Deus, pois foi através dela que com Ele nós também morremos e ressuscitamos e assim conhecer e ser capacitados em Cristo Jesus, para obedecer a vontade do Pai. E é esta vida de obediência que nos alimenta.
Esta é a alegria que devemos ter ao celebrar a Mesa do Senhor. Não é uma alegria passageira, instantânea, mas uma alegria que cada membro no corpo de Cristo possui, pela capacitação do poder de Deus em Cristo Jesus, pelo Espírito Santo, que habita em cada um de nós.
Precisamos compreender claramente que aquilo que celebramos na Mesa do Senhor não é apenas uma satisfação momentânea, mas é algo essencial e extraordinário em nossa vida.
É importante celebramos a Mesa do Senhor, pois a cada celebração o Senhor nosso Deus nos revela em seu Filho Jesus. Conforme a obediência em fazer a vontade de Deus se torna o desejo de nossa vida; os nossos ouvidos são abertos pelo Espírito de Deus, para aguardar a sua instrução. A partir daí, passamos anos contentar com nada menos que a Sua vontade para a nossa vida.

Fé
Na mesa do Senhor, celebramos a "fé" que o próprio Pai nos deu em Seu Filho Jesus, onde declaramos nossa completa dependência da capacitação de Deus em Seu Filho Jesus Cristo por meio do Espírito Santo. O Senhor Jesus diz: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma” (Jo 5.30). E essa "fé" nos leva a aprender que uma total submissão de nossa vontade a Deus é sempre a "medida" da Sua dispensação do Seu poder que opera tudo em nós, para o louvor, honra e glória de Seu Nome.
Quando conhecemos a vontade de Deus, e queremos ter uma vida de comunhão com Ele, então tomamos a decisão de cooperar ou não com a obra que Ele faz em cada um de nós, dando-nos a vida de Seu Filho Jesus em nós por meio do Seu Espírito Santo.
Uma pergunta: Estamos sendo fieis àquilo que temos recebido do Senhor? O juízo dirá se estamos discernindo o Corpo de Cristo e se estamos dignamente da Mesa do Senhor. Caso contrario estaremos nos tornando réu do corpo e do sangue do Senhor.
Devemos estar cientes de que o corpo do Senhor foi entregue a fim de que nossos pecados pudessem ser eliminados. Se continuarmos a viver em pecado e, ao mesmo tempo, participarmos da ceia do Senhor, estaremos vivendo em falsidade. F.G. Patterson escreve:"Quando participamos da ceia do Senhor sem julgar o pecado em nós, não dicernimos o corpo do Senhor que partido a fim de dar cabo do pecado."
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"Um compromisso com a Excelência do Corpo de Cristo"

POR ELE TODAS AS COISAS SUBSISTEM





Por Ele Todas as Coisas Subsistem
Vance Havner : Rev. Águas Vivas - Nº 66 · Abril, Maio, Junho 2012
Publicação: 25/09/2012
“Só em Cristo todas as coisas do céu e da terra tem sentido”
Somente em Cristo todas as coisas no céu e na terra tem sentido.

Quando Paulo disse em Efésios que Cristo “preenche tudo em todos” e em Colossenses que “Cristo é tudo em todos”, ele não estava apenas dando-nos frases piedosas, ele estava afirmando o fato fundamental da supremacia do Senhor Jesus Cristo. Cristo era tudo para Paulo. Aos Coríntios, ele escreveu: “Eu decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. Aos Gálatas, ele escreveu: “Deus não permita que eu me glorie senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Aos Efésios, escreveu sobre Aquele que “preenche tudo em todos” e disse aos Filipenses: “Para mim o viver é Cristo”.

Escrevendo aos Colossenses, ele enfrentou um surto de heresia, não tanto apontando os seus erros - mas ele fez isso - apresentando Jesus Cristo como “a imagem do Deus invisível”, “Cristo em vós, a esperança da glória”, “no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”, “Cristo, nossa vida”, “Cristo tudo em todos”.

Tem sido um longo tempo desde que Colossenses foi escrito, porém existe a mesma tendência de menosprezar nosso Senhor. Precisamos da imagem da visão de Paulo de ver Cristo no passado, no presente e no futuro. Não é de admirar ver tantos cristãos pálidos, doente, anêmicos: não sei o Cristo que eles têm. Se Jesus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o autor e consumador de nossa fé, se por ele todas as coisas subsistem, segue-se que tudo converge e centra-se sobre ele.

Por Ele, a criação subsiste. “Porque nele foram criadas todas as coisas que estão no céu e que estão na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades: tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16). Quantos cristãos pensam sempre em Cristo como Aquele em quem “todas as coisas foram criadas", como Colossenses, por meio de quem “todas as coisas foram feitas”, escreve João, através de quem Deus “fez o mundo”, como lemos em Hebreus? Por que Deus fez o universo, afinal? Ele fez isso para que um dia Cristo seja tudo em todos, para que um dia, desde o menor elétron para o planeta mais poderoso, tudo para glorificar a Jesus.

Os cientistas não podem dar a razão para o universo: Cristo é a razão. A criação é agora sujeito à corrupção, mas um dia exibirá a glória de Cristo, da escravidão do pecado será quebrada, os filhos de Deus se manifestará. E Cristo não só criou o universo, mas que ele agora, Ele o sustenta. A própria existência de cada um de nós, para não falar da nossa salvação depende disso. Sem ele, o universo teria se desintegrado.

Por Ele, a redenção permanece. Para conformar os homens a imagem de Seu Filhos, Deus nos deu Seu Filho. E não há salvação em nenhum outro.

Por Ele, o evangelho subsiste. O evangelho é simplesmente as boas novas de Jesus, para isso Ele veio, morreu e ressuscitou. Não é um programa, um plano, uma filosofia que salva, mas uma Pessoa. Cabia a essa bendita Pessoa alcançar as pessoas. O evangelho é uma questão pessoal, ele salvará o seu povo dos seus pecados. “Se eu for levantado da terra, atrairei todos a mim”.

Por Ele, a Bíblia subsiste. Com efeito, vemos Cristo à luz da Escritura, porque são elas que dão testemunho Dele. Mas só podemos ver as Escrituras à luz de Cristo. Ele é a chave para as Escrituras. Em toda a Escritura, Ele expos aos seus discípulos, tudo a respeito Dele. Todos os caminhos levam a ela através de cada livro. Alguém já disse que o Pentateuco nos dá prefiguração de Cristo, os profetas, os anúncios de Cristo Salmos, os sentimentos de Cristo, os Evangelhos, as obras de Cristo, e as Epístolas, os frutos de Cristo.

Por Ele, a Igreja subsiste. “Deus O deu como cabeça sobre todas as coisas para a Igreja, que é o seu corpo, a plenitude d´Aquele que preenche tudo em todos” (Ef 122,23). Estamos ligados a Ele, somos membros do seu corpo. Um corpo que se sustenta em si mesmo e não em Cristo é uma monstruosidade, é um corpo sem cabeça.

Por Ele, a doutrina subsiste. Alguns cristãos são discípulos de uma frase em vez de uma pessoa, pulsam em uma única corda e caminham através de uma coisa favorita. Alguns andam por uma vertente da santificação, por exemplo. Mas a santificação, a rigor, não é apenas uma doutrina: Cristo é a nossa santificação (1 Co 1.30). Spurgeon diz: “A santidade não é o caminho para Cristo, Cristo é o caminho para a santidade”. Melhor ainda, Cristo é a nossa santidade. Alguns fazem do Espírito Santo a bandeira de um movimento, mas o próprio Espírito não testifica de Si mesmo, mas Cristo (Jo 15.26). Na passagem clássica sobre o Espírito, João 7.37-39, é o Senhor Jesus que está no centro da cena: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. Isso ele quis dizer do Espírito, a quem aqueles que acreditaram Nele iriam recebê-lo, pois ainda, Jesus ainda não tinha sido glorificado”. Uma suposta experiência com a Pessoa do Espírito que põe o foco em si mesmo e não em Cristo, não confiável.

Por Ele, a ressurreição Subsiste. O Senhor Jesus disse a Marta: “Teu irmão ressuscitará”. Ela disse: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição do último dia”. Marta era ortodoxa, mas ela precisava passar do doutrinário para o pessoal. Então o Senhor Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”. A ressurreição não é algo que você acredita, mas uma pessoa em quem acreditar.

Por Ele, a fé subiste. O que importa não é a quantidade ou a qualidade, mas o objeto de nossa fé. A fé salvadora é a fé em Cristo, e não apenas acreditar em coisas a respeito de Cristo. O homem com o maior valor é o homem menos consciente do seu valor, e o homem com a melhor fé é o homem menos consciente da sua fé, mas, consciente do seu Cristo.

Por Ele, toda a experiência cristã subxiste. A vida cristã é simplesmente Cristo; é morar e viver em Cristo. “Para mim o viver é Cristo”. A vida vitoriosa e abundante é a vida mais profunda, é a vida de Cristo e menos de nós mesmo. Ele é a nossa vida, não apenas um professor que nos ensina como viver.

Por Ele, a separação subsiste. Ele é o grande separador que não veio trazer a paz, mas a espada, e Ele devem separar-nos. A separação não é apenas deixar as coisas; ele nos guia a Ele fora do arraial levando o seu opróbrio. Quando Ele estava na terra, muitas vezes, as pessoas se dividiam por causa Dele; e ainda hoje os homens se dividem por causa Dele. Mas há também, existem aqueles que causam divisão entre nós, e estes, devem ser detectados e evitados. O ponto principal sobre o retorno do Senhor é o Senhor. Alguns estão simplesmente esperando algo acontecer, não alguém para vir. Não buscamos um programa de eventos, mas uma Pessoa.

Por Ele, a comunhão cristã subsiste. “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1.3). Ouvi falar de uma igreja com um placa de "só Jesus" (Só Jesus) na frente. Uma noite, uma tempestade arrancou as primeiras letras e deixar "EUA ONLY" (Just Us). Isso já aconteceu em muitas outras maneiras hoje. A base da comunhão é Cristo. Você não pode ter os santos juntos em qualquer outra forma. Alguns santos não têm testemunho, mas apenas um argumento. A marca da verdadeira comunhão é o “amor por todos os santos” que flui da “fé em Cristo Jesus” (Cl 1.4).

Certamente, por Ele, o testemunho subsiste. Nós somos testemunhas, e não seus advogados. “Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor”. Há muitos sermões e pouco testemunho. Algumas vezes, as pessoas não veem a Cristo, no final de uma mensagem. Simão Pedro veio ao Senhor Jesus, porque André veio a ele com um testemunho.

Por Ele, o nosso fruto subsiste. “Aquele que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). O que conta não é o que é feito para Ele, mas o que é feito por Ele. Eu me pergunto quanto de nossa atividade de igreja realmente vem dele? Pensamos que todo serviço depende de nós, e do nosso esforço, da nossa organização e do nosso entusiasmo. Precisamos tirar os nossos olhos de toda nossa força e fixá-los na Sua suficiência.

Por Ele, a resposta para cada necessidade subsiste. Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades segundo as suas riquezas em glória por Cristo Jesus. Se vencermos precisamos reinar em vida através de Jesus Cristo. Se você precisa de paz, a paz de Deus guardará os nossos corações em Cristo Jesus. Se você precisa de sabedoria, Ele é a nossa sabedoria. Se você precisa de força, podemos fazer tudo em Cristo. Como aquela multidão faminta daquele tempo, não podemos nos apartar Dele por nada.

Por Ele, o futuro subsiste. Para o cristão, a perspectiva não é simplesmente de ir para o céu, mas estar eternamente com Cristo. É a Sua presença que faz o céu tão glorioso. E Ele é a separação da pior característica do inferno. É toda a diferença entre “Vinde, benditos de meu Pai” e “Afasta, eu nunca soube quem é você”. Ser cortado Dele, que é a vida, a morte só pode ser interminável; ser cortado da luz só pode ser eterna escuridão. A coisa gloriosa sobre o Céu é que seremos conformados a Sua imagem.

Por Ele, o futuro do universo criado e sustentado por Ele será consumada Nele. Na dispensação da plenitude dos tempos, Deus vai reunir todas as coisas em Cristo, no céu e na terra.

A menina, não sabendo a maneira correta de colocar um mapa dos Estados Unidos na parede, encontrou na parte de trás um retrato de George Washington e colocou a foto na posição correta, montando assim o mapa. Isso ilustra uma verdade profunda. Nada pode ser montado na vida de alguém ou do universo, aparte de Cristo. Mas quando você O conhece, todas as coisas encontram seu lugar, porque nele subsistem todas as coisas, e nós somos completos nEle.

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CelebrandoDeus.com
"Um compromisso com a Excelência do Corpo de Cristo"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Conheci um homem só...


Conheci um homem só... 

Conheci um homem que estava só, na verdade ele tinha 
muitas pessoas ao seu redor, porem não tinha mais com 
quem contar, parecia que o silencio de todos gritava 
diante de um fundo aparentemente perfeito. 
Ele não tinha mais forças para buscar ajuda, pois a 
decepção de ver as contrariedades evidentes em seus 
mais chegados amigos e familiares o deixava inerte e 
impotente diante de tudo, sua visão obscurecida pela 
falta de transparência e de verdade o fazia tropeçar em 
seus próprios erros, atitudes impensadas, precipitadas 
do passado não tão distante. 
Como conviver com esse carrasco intragável e indesejado 
e cruel, separando o querer do ser amado, semeando 
incessantemente o desprezo e a indiferença, a discórdia 
e vingança por um sentimento pobre e mesquinho 
esperando o que? 
Parecia que seus dias estavam chegando ao fim, seu 
canto desaparecera, sua alegria se fora com tudo que os 
sonhos perdidos ultrajaram de sua alma. 
Até que conheceu a Graça e o Perdão 
E foi neste estado que ele encontrou a vida, foi quando 
ele não podia mais nada...  
Quando ninguém podia mais o ver, na intimidade. 
Onde ele não podia falar mais que a verdade 
Onde não existiam aparências onde o seu coração estava 
aberto 
Ali ele foi sincero, ali a sua aparência de piedade se foi. 
Ali a graça do Senhor era o que contava 
O seu perdão era o que o sustentava para estar de pé. 

E ele não poderia continuar se não fosse porque foi 
revestido pela graça e a justiça do Senhor. 
Se o viram do jeito que ele era certamente saberiam que 
foi Jesus. 
A mudança foi evidente, o que viram refletidos nele foi 
somente a sua luz. 
E foi pela Tua graça e Teu perdão, Senhor que ele pode 
ser chamado de instrumento do Teu amor

Ele não poderia continuar mais como era...
Agora ele tinha companhia constante... 
Agora ele é quem era a companhia de outros...

Wagner Salles

domingo, 8 de abril de 2012

Entrevista Exclusiva com a Banda Palavrantiga

SÉRIE “ANTES DE TUDO PREGA O EVANGELHO” 3

SÉRIE  “ANTES DE TUDO PREGA O EVANGELHO” 3





3. O Evangelho de Deus (vs. 9,10)

. . . que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, 10e manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Je­sus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho...
É notável ver Paulo passar, de repente, da referência ao "evange­lho" à afirmação central: "Deus . . . nos salvou". É mesmo impos­sível falar do evangelho sem falar, ao mesmo tempo, da salvação. O evangelho é precisamente isto: boas novas de salvação, ou boas notícias de "nosso Salvador Cristo Jesus" (v.10).   Desde o dia do Natal, quando a boa nova de alegria foi anunciada pela primeira vez, proclamando o nascimento do "Salvador que é Cristo o Se­nhor" (Lc 2: 10-11), os seguidores de Jesus têm reconhecido o seu conteúdo essencial. Paulo mesmo nunca vacilou a esse respeito. Em Antioquia da Pisídia, na primeira viagem missionária, ele re­fere-se ao seu evangelho como a "mensagem desta salvação". Em Filipos, na segunda jornada missionária, ele e seus companheiros foram identificados como "servos do Deus Altíssimo, que nos anunciam o caminho da salvação". E ao escrever em Roma aos Efésios, ele intitula a palavra da verdade de "o evangelho da vos­sa salvação" (At 13:26; 16:17; Ef 1:13).
Assim, aqui, ao escrever a respeito do evangelho, Paulo usa a terminologia costumeira, isto é, que somos salvos em Cristo Je­sus por determinação, graça e chamado de Deus, não por nossas próprias obras. É que ele está expondo, nesta sua última carta, o mesmo evangelho que já expusera na sua primeira carta (Gaia­tas). Com o passar dos anos, o seu evangelho não sofreu mudan­ças; há somente um evangelho de salvação. E conquanto deva­mos traduzir os termos "evangelho" e "salvação" por expressões mais compreensíveis ao homem moderno, não podemos alterar a substância da nossa mensagem. Examinando com mais cuida­do a forma concisa com que Paulo apresenta o evangelho de Deus nestes versículos, constatamos que ele indica a sua essência (o que é o evangelho), a sua origem (de onde provém) e o seu fundamento (onde se baseia).

a. A essência da salvação

Precisamos juntar as três cláusulas que afirmam que Deus "nos salvou", "nos chamou com santa vocação" e "trouxe à luz a vida e a imortalidade". Isto explica que a salvação vai muito além do perdão. O Deus que nos "salvou" é também o que, ao mesmo tempo, "nos chamou com santa vocação", ou seja, que nos "cha­mou para sermos santos". O chamamento cristão é uma vocação santa. Quando Deus chama alguém para si, também o chama à santidade. A isto Paulo dera muita ênfase em suas cartas anterio­res. "Deus não nos chamou para a impureza, e, sim, em santificação", porque todos fomos "chamados para ser santos", chamados para viver como povo santo de Deus e separado para ele (1 Ts 4:7; 1 Co 1: 2). Sendo a santidade uma parte integrante no plano de Deus para a salvação, também o é a "imortalidade", da qual escreve no versículo seguinte (v.10). De fato, "perdão", "santi­dade" e "imortalidade" são três aspectos da grande "salvação" de Deus.
O termo "salvação" precisa ser urgentemente libertado do con­ceito medíocre e pobre com o qual tendemos a degradá-lo. "Sal­vação" é um termo majestoso, que evidencia todo o amplo pro­pósito de Deus, pelo qual ele justifica, santifica e glorifica o seu povo: primeiramente, perdoando as nossas ofensas e aceitando-nos como justos ao nos olhar através de Cristo; depois transformando-nos progressivamente, pelo seu Espírito, para sermos conforme a imagem do seu Filho, até que finalmente nos tornemos iguais a Cristo no céu, com novos corpos, num mundo novo. Não deve­mos minimizar a grandeza de "tão grande salvação" (Hb 2:3).

b. A origem da salvação

De onde provém tão grande salvação? A resposta de Paulo é: "Não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determina­ção e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (v.9). Se quiséssemos acompanhar o manancial da salva­ção até a sua origem, deveríamos então voltar para trás, através do tempo, em direção à eternidade do passado. As palavras do apóstolo são mesmo: "antes dos tempos eternos"[1] e são traduzi­das de diversas formas: "antes do princípio do mundo" (BV), "antes do tempo existir" (CIN), ou "antes de todos os séculos" (PAPF).
Para não pairar qualquer dúvida sobre a verdade de que a pre­destinação e eleição por Deus pertence à eternidade e não ao tem­po, Paulo faz uso de um particípio aorístico para indicar que Deus de fato nos deu algo (dotheisan) desde toda a eternidade, em Cris­to. O que Deus nos deu foi "a sua própria determinação e graça", ou "a sua determinação, ou propósito, de nos dar graça".   A sua determinação de dar a salvação não era arbitrária, mas sim funda­da em sua graça.[2] Fica claro, por conseguinte, que a fonte de nos­sa salvação não são as nossas próprias obras, visto que Deus nos deu a sua própria determinação da graça em Cristo antes que pra­ticássemos quaisquer boas obras, antes de termos nascido e de ter­mos podido fazer quaisquer obras meritórias; antes mesmo da História, antes do tempo, na eternidade.
Temos que confessar que a doutrina da eleição é matéria difí­cil para mentes finitas mas é, incontestavelmente, uma doutrina bíblica. Ela enfatiza que a salvação é devida exclusivamente à graça de Deus, e não aos méritos humanos; não às nossas obras realizadas no tempo, mas à determinação que Deus concebeu na eternidade; "aquela determinação", como se expressa o Rev. Ellicott, "que não surgiu de algo fora dele, mas que brotou unica­mente das maiores profundezas da divina eudokia".[3] Ou, nas palavras de E. K. Srmpson: "As escolhas do Senhor têm as suas razões imperscrutáveis, mas não se baseiam na elegibilidade dos escolhidos".[4] Assim sendo, a divina determinação, ou propósi­to, da eleição é um mistério para a mente humana, já que não se pode aspirar compreender os pensamentos secretos e as decisões da mente de Deus. Contudo, a doutrina da eleição nunca é in­troduzida na Escritura para despertar ou para diminuir a nossa curiosidade carnal, mas sempre tendo um propósito bem prático. De um lado ela desperta uma profunda humildade e gratidão, por excluir todo o orgulho próprio. De outro lado, traz paz e segu­rança, porque nada pode acalmar os nossos temores pela nossa própria estabilidade como o conhecimento de que a nossa segu­rança depende, em última análise, não de nós mesmos, mas da própria determinação e graça de Deus.

c. O fundamento da salvação

A nossa salvação tem um firme fundamento na obra histórica efe­tuada por Jesus Cristo no seu primeiro aparecimento.   Porque, conquanto a graça de Deus nos tenha sido "dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos", ela foi "manifestada agora", no tem­po, "pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus", ou seja, pelo aparecimento do mesmo Jesus Cristo. Os dois estágios divi­nos foram em e através de Jesus Cristo; a dádiva foi eterna e secre­ta, mas a manifestação foi histórica e pública.
O que então Cristo realizou, ao aparecer e manifestar a eterna determinação e graça de Deus? A isto Paulo dá uma dupla respos­ta no versículo 10. Primeiramente, Cristo "destruiu a morte". Em segundo lugar, "trouxe à luz a vida e a imortalidade, median­te o evangelho".
Em primeiro lugar, Cristo destruiu a morte.
"Morte" é, de fato, a palavra que bem sintetiza a nossa con­dição humana resultante do pecado. Porque a morte é o "salário" do pecado, é a sua horrível punição (Rm 6: 23). E é assim para cada uma das formas que a morte assume. A Escritura fala da morte em três sentidos: a morte física, a alma separada do corpo; a morte espiritual, a alma separada de Deus; e a morte eterna, a alma e o corpo separados de Deus para sempre. Todas as três mor­tes são devidas ao pecado; são a sua terrível, porém justa, recom­pensa. Mas Jesus "destruiu" a morte. O sentido não pode ser o de que ele já a tenha eliminado, conforme sabemos por nossa pró­pria experiência diária. Os pecadores ainda estão "mortos em delitos e pecados", nos quais andam (Ef 2: 1-2), até que Deus lhes dê a vida em Cristo. Todos os seres humanos morrem fisicamen­te e continuarão a morrer, com exceção da geração que estiver viva quando Cristo retornar em glória. E muitos experimentarão a "segunda morte", que é uma das apavorantes expressões usadas no livro do Apocalipse para designar o inferno (p. ex.: Ap. 20: 14; 21:8). Com efeito, anteriormente Paulo escrevera que a des­truição final da morte ainda se encontra no futuro, quando ela, o último inimigo de Deus, será destruída (1 Co 15: 26). Só depois da volta de Cristo e da ressurreição dos mortos é que haveremos de proclamar com júbilo: "tragada foi a morte pela vitória" (1 Co 15:54;cf.Ap21:4).
O que Paulo afirma, triunfantemente, neste versículo, é que, em seu primeiro aparecimento, Cristo decisivamente derrotou a morte. O verbo grego katargeö não permite, por si mesmo, con­cluirmos qual seja o seu significado, pois pode ser empregado com muitos sentidos, e assim só o contexto pode determinar qual o seu correto significado. Contudo, o seu primeiro e mais notável sen­tido é o de "tornar ineficiente, sem poder, inútil" ou "anular" (AG). Assim Paulo compara a morte a um escorpião, do qual se arrancou o ferrão; e também a um comandante, cujas tropas fo­ram vencidas. O apóstolo pode, portanto, levantar a sua voz em desafio:   "Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (1 Co 15: 55). Porque Cristo destruiu o poder da morte (AG).
É muito significativo que este mesmo verbo katargeö é usado no Novo Testamento com referência ao diabo e à nossa natureza decaída, assim como o é também com referência à morte (Hb 2: 14; Rm 6: 6). Nem o diabo, nem a nossa natureza decaída e tam­pouco a morte foram aniquilados; mas pelo poder de Cristo, a ti­rania de cada um deles foi destruída, de forma que os que estão em Cristo estão em liberdade.
Consideremos particularmente como foi que Cristo "destruiu" ou "anulou" a morte. X A morte física já não é mais o terrível monstro que nos pare­cia antes, e que continua ainda sendo para muitos, a quem Cristo ainda não libertou. Pelo pavor da morte eles ainda estão "sujeitos à escravidão por toda a vida" (Hb 2: 15). Já para os crentes em Cristo a morte significa simplesmente "dormir" em Cristo; e isto é, na verdade, um "lucro", por ser o caminho para estar "com Cris­to, o que é incomparavelmente melhor". É um dos bens que se tornam nossos, quando somos de Cristo (1 Ts 4:14-15; Fp 1:21-23; 1 Co 3: 22-23). A morte tornou-se tão inofensiva, que Jesus che­gou a afirmar que o crente, ainda que morra, "não morrerá, eter­namente" (Jo 11: 25-26). O que é absolutamente certo é que a morte jamais conseguirá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo (Rm 8:38-39).
A morte espiritual, para os cristãos, deu lugar à vida eterna, que é a comunhão com Deus, iniciada aqui na terra e que será perfeita no céu. Além disso, os que estão em Cristo "de nenhum mo­do sofrerão os danos da segunda morte", porque já passaram da morte para a vida (Ap 2:11; Jo 5:24; e 1 Jo3:14).
Em segundo lugar, Cristo "trouxe à luz a vida e a imortalidade mediante o evangelho". Esta é a contrapartida positiva. Foi por meio de sua morte e ressurreição que Cristo destruiu a morte.  É através do evangelho que ele agora revela o que fez, e oferece aos homens a vida e a imortalidade que para eles conquistou. Não está claro se devemos fazer distinção entre as palavras "vida" e "imortalidade", pois podem ser sinônimas, a segunda definindo a primeira. Ou seja, a espécie de vida que Cristo nos garantiu, e que agora nos revela e nos oferece através do evangelho, é a vida eter­na, uma vida que é imortal e incorruptível. Somente Deus possui a imortalidade em si mesmo, mas Cristo a dá aos homens. Até mesmo os nossos corpos participarão dessa imortalidade, após a ressurrei­ção (1 Co 15: 42, 52-54). Assim será a herança que receberemos (1 Pe 1:4). De outro lado, como C. K. Barrett escreve: "possivel­mente 'vida' refira-se à nova vida, possível de ser obtida neste mun­do; e 'imortalidade' ao seu prolongamento depois da morte".[5] Qualquer que seja a nossa conceituação dessas palavras, ambas são "reveladas" ou "trazidas à luz" através do evangelho. Há muitas alusões no Velho Testamento a uma vida após a morte, e alguns lampejos dessa fé, mas de maneira geral a revelação do Antigo Tes­tamento é o que o Rev. Moule chamou de "um lusco-fusco",[6] em comparação com o Novo Testamento. O evangelho, contudo, trou­xe torrentes de luz sobre a dádiva da vida e da imortalidade, atra­vés da vitória de Cristo sobre a morte.
A fim de apreciarmos a plena força desta afirmativa cristã, pre­cisamos relembrar quem é este que a está proferindo. Quem é este que escreve com tanta segurança sobre a vida e a morte, sobre a destruição da morte e a revelação da vida? É alguém que encara a iminente expectativa da sua própria morte. A qualquer hora ele espera receber a sua sentença de morte. Já soa em seus ouvidos a sua ultimação final. Em sua imaginação já pode ver o lampejar da espada do carrasco. E, não obstante, na dura presença da morte, ele brada alto: "Cristo destruiu a morte". Isto é fé cristã triunfante!
Como suspiramos e anelamos que a igreja de nossos dias recu­pere a sua esperança na vitória de Jesus Cristo, que proclame estas boas novas a este mundo, para o qual morte continua sendo uma palavra proibida.    A revista "The Observer" dedicou uma edição inteira ao tema "morte", em outubro de 1968, e comentou: "Lon­ge de estar preparada para a morte, a sociedade moderna confe­riu a esta palavra o caráter de coisa não mencionável. . . aplica­mos todos os nossos talentos para nos esquivar da expectativa de morrer e, quando a hora chega, reagimos de qualquer forma, ou com excessiva trivialidade, ou até com total desespero".
Um dos testes mais reveladores que se pode aplicar a qualquer religião diz respeito à atitude da mesma em relação à morte. Ava­liada por este teste, muito "cristianismo" por aí é achado em falta, com suas roupagens pretas, e com seus cânticos plangentes e suas missas de réquiem. É claro que morrer pode ser muito desagradá­vel e a perda de um ente amado pode trazer amarga tristeza. Mas a própria morte foi derrotada, e "bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor" (Ap 14: 13). O epitáfio adequa­do para um crente em Cristo não é a lúgubre e incerta petição, requiescat in pace (descanse em paz), mas a firme e jubilosa afir­mação: "Cristo venceu a morte", ou para quem prefira línguas clássicas, o equivalente a isso em grego ou latim!
Tal é, pois, a salvação que nos é oferecida pelo evangelho, da qual nos apropriamos em Cristo. Caracteriza-se pela recriação e transformação do homem na santidade de Cristo, aqui e além. A origem desta salvação é o eterno propósito da graça de Deus. O seu fundamento é o aparecimento histórico de Cristo e a destruição da morte por ele.
Juntando estas grandes verdades, podemos encontrar cinco eta­pas que caracterizam o propósito salvífico de Deus. A primeira é o dom eterno da sua graça, que nos é oferecido em Cristo. A se­gunda é o aparecimento histórico de Cristo para destruir a morte através da sua morte e ressurreição. A terceira etapa é o convite pessoal que Deus faz ao pecador, por meio da pregação do evange­lho. A quarta é a santificação moral dos crentes pelo Espírito San­to. E a quinta etapa é a perfeição celestial final, na qual o santo chamamento é consumado.
A extensão do propósito da graça de Deus é realmente sublime, tal como Paulo o delineia, partindo da eternidade passada, passan­do pela sua realização histórica em Jesus Cristo, e culminando no cristão, que tem o seu destino final com Cristo e à semelhança de Cristo, numa futura imortalidade. Não é realmente maravilhoso que, mesmo estando o corpo de Paulo confinado ao espaço apertado de uma cela subterrânea, o seu coração e a sua mente possam elevar-se até a eternidade?


4. Nossa responsabilidade perante o evangelho divino (vs. 11-18)

Para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre, 12 e por isso estou sofrendo estas coisas, todavia não me envergonho; por­que sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é podero­so para guardar o meu depósito até aquele dia. 13Mantém o pa­drão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. 14Guarda o bom depósito, mediante o Espirito Santo que habita em nós. 15Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Figelo e Hermógenes. 16Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, por­que muitas vezes me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas. 17Antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou soli­citamente até me encontrar. 18O Senhor lhe conceda, naquele dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.
Se perguntássemos a Paulo qual é a primeira responsabilidade de alguém em relação ao evangelho, ele responderia, sem dúvida, que é receber a boa nova e vivê-la. Mas o seu interesse aqui não se refere à responsabilidade do incrédulo, mas à do cristão perante o evangelho, depois de o ter abraçado. Paulo dá três respostas a esta pergunta:

a. Nossa responsabilidade de comunicar o evangelho (v. 11)

Se "a vida e a imortalidade" que Cristo conquistou são trazidas à luz "mediante o evangelho", então, naturalmente, é imperativo que proclamemos o evangelho. Assim Paulo continua: "para o qual (evangelho) eu fui designado pregador, apóstolo e mestre". A mesma combinação de palavras ocorre em 1 Timóteo 2: 7, e nas duas passagens Paulo usa o ego enfático, sem dúvida para ex­pressar a sua "sensação de surpresa consigo mesmo"[7] por lhe ter sido conferido tamanho privilégio.
Talvez possamos nos referir às três funções de "apóstolo", "pre­gador" e "mestre", dizendo que os apóstolos formularam o evan­gelho, os pregadores o proclamam como arautos, e os mestres são os que instruem de forma sistemática acerca de suas doutrinas e das implicações éticas decorrentes.
Hoje não há mais apóstolos de Cristo. Já vimos anteriormente o quanto é restrito, no Novo Testamento, o uso deste termo. O evangelho foi formulado pelos apóstolos e por eles legado à Igreja. Acha-se em sua forma definitiva registrado no Novo Testamento. Esta fé apostólica neotestamentária é normativa para a Igreja de todos os tempos e lugares. A Igreja está edificada "sobre o funda­mento dos apóstolos e profetas" (Ef 2: 20). Não há outro evange­lho. Não pode haver nenhum outro evangelho.
Embora não haja apóstolos de Cristo em nossos dias, certamen­te há pregadores e mestres, homens e mulheres chamados por Deus para se consagrarem à obra da pregação e do ensino. Notemos que eles são chamados para pregar e para ensinar o evangelho. É muito ao gosto de círculos teológicos fazer uma clara distinção en­tre o kërygma (a pregação) e o didache (o ensino). Ao kerygma corresponde essencialmente a boa nova de Cristo crucificado e ressurreto, com o apelo ao arrependimento e à fé; no didache corres­ponde principalmente a instrução ética aos convertidos. Esta distinção pode ser útil, mas é perigosa. Ela é benéfica somente se nos lembrarmos de que os dois de entrelaçam. Havia muito de didache no kërygma e muito de kerygma no didachê. Além do mais, ambos concernem ao evangelho, sendo que o kèrygma era a proclamação de sua essência, enquanto que o didache incluía as grandes doutrinas que o sustentam, assim como a conduta moral dele decorrente.
A referência a "testemunho", no versículo 8, que já conside­ramos anteriormente, acrescenta um quarto termo a esta lista. Ele nos lembra que, embora não haja apóstolos hoje, e apesar de so­mente alguns serem chamados ao ministério da pregação e do ensino, cada crente em Cristo deve testemunhar de Jesus Cristo a par­tir de sua experiência pessoal.

b. Nossa responsabilidade de sofrer pelo evangelho (v. 12a)

Paulo havia ordenado a Timóteo que não se envergonhasse, mas que assumisse a sua parte de sofrimento pelo evangelho (v.8), tema este a que se dedicou no segundo capítulo desta carta. Mas agora ele enfatiza que não está exigindo de Timóteo algo que ele mesmo, Paulo, não estava preparado para suportar: ". . . por cuja causa padeço. . ., mas não me envergonho...". Qual a razão para este relacionamento entre o sofrimento é o evangelho? Que há com o evangelho, que os homens odeiam e a ele se opõem, e que por sua causa os que o pregam têm de sofrer?
Dá-se o seguinte: os pecadores suo salvos por Deus em virtude da própria determinação e graça divina, e não em virtude das boas obras deles (v.9). O que ofende as pessoas é a imerecida gratuida­de do evangelho. O homem "natural" ou não regenerado odeia ter de admitir a gravidade do seu pecado e culpa, a necessidade da graça de Deus e a morte expiatória de Cristo para salvá-lo, e conseqüentemente a sua inegável dívida para com a cruz. É isto que Paulo entendeu por "pedra de tropeço da cruz". Muitos pre­gadores sucumbem à tentação do silêncio com respeito a esse as­pecto. Pregam o mérito dos homens em vez de Cristo e sua cruz, e substituem um pelo outro, "somente para não serem persegui­dos por causa da cruz de Cristo" (Gl 6: 12; cf. 5:11). Ninguém consegue pregar com fidelidade o Cristo crucificado sem sofrer oposição, ou até mesmo perseguição.

c. Nossa responsabilidade de zelar pelo evangelho (vs. 12b-18)

Deixando de lado, por enquanto, a segunda parte do versículo 12, chegamos à dupla exortação de Paulo a Timóteo, nos dois versícu­los seguintes: "Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste" (v.13); "guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós" (v. 14). Aqui Paulo se refere ao evangelho, à fé apostólica, usando duas expressões. O evangelho é tanto um pa­drão de sãs palavras (v.13), como um depósito precioso (v.14).

"Sãs" palavras são palavras "saudáveis". A expressão grega é empregada nos evangelhos nos casos de pessoas curadas por Jesus. Anteriormente eram deformes ou doentes; agora estavam bem ou "sãs". Assim, a fé cristã é a "sã doutrina" (4: 3), que consiste de "palavras sãs", por não ser mutilada ou enferma, mas "sadia", ou "completa". É o que Paulo mencionara, anteriormente, como sendo "todo o desígnio de Deus" (At 20:27).

Além disso, essas "sãs palavras" foram dadas por Paulo a Timó­teo num "padrão". A palavra grega aqui é hypotyposis. A BLH traduz por "exemplo". E o Dr. Guthrie diz que ela significa um "esboço rápido, como o faria um arquiteto, antes de lançar no pa­pel os planos detalhados de uma construção."[8] Neste último ca­no Paulo estaria sugerindo a Timóteo que ampliasse, expusesse e tiplicasse o ensino apostólico. Parece-me que essa interpretação não se harmoniza com o contexto, principalmente num confronto com o versículo seguinte. A única outra ocorrência de hypotyposis no Novo Testamento encontra-se na primeira carta de Paulo a Ti­móteo, onde ele descreve a si mesmo como um objeto da maravi­lhosa misericórdia e da perfeita paciência de Cristo, como um "exemplo dos que haviam de crer nele" (1: 16). Arndt e Gingrich, que optaram por "modelo" ou "exemplo" como sendo a tradução usual, sugerem que essa palavra é empregada mais com o sentido de "protótipo" em 1 Timóteo 1: 16 e com o sentido de "padrão" em 2 Timóteo 1: 13. Neste caso Paulo estaria ordenando a Timó­teo que se conservasse como um padrão de sãs palavras, isto é, "como um modelo de ensino sadio", aquilo que ouvira do apósto­lo. Isto certamente corresponde ao ensino geral da carta e reflete fielmente a ênfase da sentença na primeira palavra, "modelo" ou "padrão".

Assim, o ensino de Paulo deve ser uma regra ou diretriz para Timóteo, da qual este não deve se afastar. Pelo contrário, deve obedecer a essa regra, ou melhor, deve apegar-se a ela com firme­za (eche). E assim deve proceder "na fé e no amor que há em Cris­to Jesus". Isto é, Paulo não está tão preocupado com o que Ti­móteo deve fazer, mas sim com o modo como ele o fará. As con­vicções doutrinárias pessoais de Timóteo e a instrução recebida de outros, assim como as que reteve firmemente dos ensinos de Paulo, devem ser manifestadas com fé e amor. Timóteo deve pro­curar estas qualidades em Cristo: uma crença sincera e um amor pleno.

A fé apostólica não é somente um "padrão de sãs palavras"; é também o "bom depósito" (hë kalë parathtëkë). Ou como ex-pressa a BLH: "as boas coisas que foram entregues a você".  Sim, o evangelho é um tesouro, depositado em custódia na igreja. Cris­to o confiou a Paulo; e Paulo, por sua vez, o confiou a Timóteo.
Timóteo deveria "guardá-lo". É precisamente o mesmo apelo que Paulo lançou no final da sua primeira carta (6: 20), com a única diferença de que agora ele o chama de "bom", literalmente "belo" depósito. O verbo (phylassõj tem o sentido de guardar algo "para que não se perca ou se danifique" (AG). É emprega­do com a idéia de guardar um palácio contra saqueadores, e bens contra ladrões (Lc 11: 21; At 22: 20). Fora há hereges prontos a corromper o evangelho e desta forma roubar da igreja o inesti­mável tesouro que lhe foi confiado. Cabe a Timóteo colocar-se em guarda.

Deveria ele guardar o evangelho com toda a firmeza possível em vista do que acontecera em Éfeso (a capital da província ro­mana da Ásia) e seus arredores, onde Timóteo se encontrava (v.15). O tempo aoristo do verbo "me abandonaram" parece referir-se a um acontecimento especial. É mais provável que tenha sido o momento da segunda detenção de Paulo. As igrejas da Ásia, onde trabalhara por vários anos, tornaram-se muito dependentes dele, e talvez a prisão do apóstolo lhes tenha incutido a idéia de que a fé cristã agora estava perdida. A reação deles talvez tenha sido repudiar Paulo ou recusar-se a reconhecê-lo. De Figelo e Hermógenes nada sabemos de concreto, mas a menção de seus nomes nos indica que possivelmente eles tenham sido os cabeças da opo­sição. De qualquer modo, Paulo via nesse afastamento das igre­jas da Ásia mais do que uma simples deserção pessoal dele; era, sim, uma rejeição à autoridade apostólica. Deve ter-lhe sido algo bastante sério, principalmente porque alguns anos antes, durante a sua permanência em Éfeso por dois anos e meio, Lucas registra que "todos os habitantes da Ásia ouviram a palavra do Senhor, e muitos creram" (At 19: 10). Agora "os que estão na Ásia" ha­viam voltado as costas a Paulo. A um grande despertamento se­guiu-se uma grande deserção. "A todos os olhos, menos aos da fé, deve ter parecido que o evangelho estava às vésperas da extin­ção".[9]

Uma grande exceção parece ter sido um homem chamado Onesíforo, o qual repetidas vezes acolhera Paulo em sua casa (literal­mente "reanimou-o", v.16) e que, em Éfeso, prestara-lhe muitos serviços (v.18). Onesíforo permanecera, deste modo, fiel ao signi­ficado do seu nome: "portador de préstimos". Além disso, não se envorgonhara das algemas de Paulo (v.16), o que dá a entender que não repudiou a Paulo quando preso, e que o seguiu, e mesmo o acompanhou a Roma, procurando-o até encontrá-lo no calabouço. Paulo tinha boas razões para ser grato por este amigo fiel e co­rajoso. Não é surpreendente, pois, que se expresse por duas vezes em oração (vs. 16, 18), primeiro por sua casa ("conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo") e depois, especificamente, por Onesíforo ("O Senhor lhe conceda, naquele dia, achar misericórdia da parte do Senhor").
Vários comentaristas, notadamente católicos romanos, partin­do das referências à casa de Onesíforo (mencionada novamente em 4: 19) e à expressão "naquele dia", têm argumentado que One­síforo àquela altura estava morto e que, por conseguinte, no versí­culo 18 temos uma oração em favor de um falecido. Isto, na verda­de, não passa de uma simples e gratuita conjectura. O fato de Paulo mencionar primeiro Onesíforo e depois sua casa não dá a entender necessariamente que estejam eles separados em virtude de sua morte; é mais viável crer que fosse devido à distância: Onesíforo estava ainda em Roma, enquanto que sua família perma­necia em casa, em Éfeso. "Considero que é uma oração em sepa­rado pelo homem e por sua família", escreve o Rev. Moule, "por estarem então separados um do outro, por terras e mares . . . Não há necessidade alguma de interpretar que Onesíforo tivesse morri­do. A separação de sua família, por uma viagem, isso é o que se de­preende da passagem". [10]

Em todo o caso, todos na Ásia, como Timóteo estava bem ciente, voltaram as costas ao apóstolo, com exceção do leal Onesíforo e de sua família. Era em tal situação de apostasia quase universal que Timóteo deveria "guardar o bom depósito" e "manter o padrão das sãs palavras", ou seja, deveria preservar o evangelho ima­culado e genuíno. Já seria uma grande responsabilidade para qual­quer um, quanto mais para alguém com o temperamento de Timóteo. Como poderia então permanecer firme?

O apóstolo dá a Timóteo a base segura de que ele necessita. Ti­móteo não pode pensar em guardar o tesouro do evangelho com força própria; somente poderá fazê-lo "mediante o Espírito San­to que habita em nós (v.14). A mesma verdade é ensinada na se­gunda parte do versículo 12, que até aqui ainda não consideramos. A maior parte dos cristãos está familiarizada com a tradução "por­que sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia". Estas palavras são verdadeiras e muitas outras passagens bíblicas as confirmam; quan­to à estrutura lingüística, foram traduzidas acuradamente. De fato, tanto o verbo "guardar" como o substantivo "depósito" são preci­samente as mesmas palavras no versículo 12 e no versículo 14 e ainda em 1 Timóteo 6: 20. Presume-se, então, que "o meu depó­sito" não é o que eu lhe confiei (minha alma ou eu mesmo, como em 1 Pedro 4: 19), mas aquilo que ele confiou a mim (o evange­lho).

O sentido, pois, é este:Paulo podia dizer que o depósito é "meu", porque Cristo lho confiou. Contudo, Paulo estava persuadido de que era Cristo que iria conservá-lo seguro "até aquele dia", quando ele teria de prestar contas da sua mordomia. Em que se baseava a sua confiança? Somente numa coisa: "eu o conheço". Paulo conhecia a Cristo, em quem confiava, e estava convencido da ca­pacidade dele para manter o depósito em segurança: "porque sei em quem tenho crido, e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (v.12). Cristo o confiou a Paulo, é verdade, mas o próprio Cristo cuidará do depósito. E ago­ra Paulo o está confiando a Timóteo. E Timóteo pode ter esta mes­ma segurança.

Aqui há um estímulo muito grande. Em última análise, é Deus mesmo quem preserva o evangelho. Ele se responsabiliza por sua conservação. "Sobre qualquer outro fundamento a obra da prega­ção não se sustentaria nem por um momento".[11] Podemos ver a fé evangélica encontrando oposição em toda parte, e a mensagem apostólica sendo ridicularizada. Talvez vejamos uma crescente apostasia crescer na igreja, muitos de nossa geração abandonando a fé de seus pais. Mas não temos nada a temer! Deus nunca permi­tirá que a luz do evangelho se apague. É verdade que ele o confiou a nós, frágeis e falíveis criaturas. Ele colocou o seu tesouro em frá­geis vasos de barro, e nós devemos assumir a nossa parte na guarda e na defesa da verdade. Contudo, mesmo tendo entregue o depósi­to aos cuidados de nossas mãos, Deus não retirou as suas mãos desse depósito. Ele mesmo é, afinal, o seu melhor vigia; ele saberá preservar a verdade que confiou à Igreja. Isto nós sabemos, porque sabemos em quem depositamos a nossa confiança, e em quem con­tinuamos a confiar.


[1] pro chronön aiöniön, A mesma expressão ocorre em Tt 1: 2, com refe­rência à promessa de vida feita por Deus, cf. Rm 16:25.
[2] Veja Rm 8:28;9:11 e Ef 1:11 para outros exemplos da predestinação divina, "determinação" (prothesis) de salvação.
[3] Ellicott, p. 115; eudokia significa "grande prazer"
[4] Simpson,p. 125.
[5] Barrett, p. 95
[6] Moule, p. 50
[7] Guthrie, p. 73
[8] Guthrie, p. 132
[9] Moule, p. 16
[10] Moule, pp. 67, 68.
[11] Barrett, p. 97