sábado, 7 de abril de 2012

SÉRIE “ANTES DE TUDO PREGA O EVANGELHO”

SÉRIE  “ANTES DE TUDO PREGA O EVANGELHO”


 

Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias.  Daniel 12:13

Nos nossos últimos dias temos visto o cumprimento das escrituras, vivemos dias de sobrevivencia da fé, ante o progresso crescente da iniqüidade, o amor de muitos anda esfriando.

Temos que permanecer até o fim como profetizou Daniel e só há uma maneira de isto acontecer de fato, só pela pregação louca do evangelho é que a fé ira prevalecer.

Com base na primeira carta de Paulo a Timóteo vamos ver que o evangelho é a boa nova da salvação, prometida desde a eternidade, concretizada na História por Cristo, e oferecida à fé.

A nossa primeira responsabilidade reside na comunicação do evangelho, fazendo uso de velhos métodos ou “procurando novos” caminhos  desde que sejam verdadeiramente bíblicos para torná-lo conhecido por todo o mundo.

Isto implica em sofrermos consequencias, que se assim procedermos, certamente sofreremos por ele, já que o autêntico evangelho nunca foi popular. O evangelho humilha muito o pecador, ou por assim dizer coloca o homem no seu verdadeiro lugar.

E ao sermos chamados a sofrer pelo evangelho, somos tentados a adaptá-lo, a eliminar aqueles elementos que ofendem e provocam oposição, a silenciar as notas que ferem os sensíveis ouvidos modernos.

Mas devemos resistir a esta tentação. Pois, antes de tudo, fomos chamados a guardar o evangelho, conservando-o puro, a qualquer preço, preservando-o de toda corrupção.

·        GUARDÁ-LO FIELMENTE.

·        DIFUNDI-LO ATIVAMENTE.

·        SOFRER CORAJOSAMENTE POR ELE.

Esta é a nossa tríplice responsabilidade perante o evangelho de Deus, de acordo com este primeiro capítulo.


Primeira Exortação: Guarda o Evangelho!


CAPÍTULO 1

Antes de abordar o tema principal deste capítulo, que é a exorta­ção a Timóteo para não se envergonhar do evangelho e, sim, guar­dá-lo com toda a segurança (vs. 8-14), o apóstolo começa esta sua carta com a costumeira saudação pessoal (vs. 1, 2). Segue-se uma oração de agradecimento (vs. 3, 5) e uma admoestação (vs. 6, 8). No parágrafo inicial deparamo-nos, de um modo muito vivido, com Paulo e Timóteo, o autor da carta e o destinatário, respectivamen­te. Inteiramo-nos, particularmente, de como cada um deles che­gou a ser o que era. Estes versículos enfocam a providência divi­na, mostrando como Deus molda os homens, tornando-os confor­me ele quer que sejam.

1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus (v. 1)

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, de confor­midade com a promessa da vida que está em Cristo Jesus.

Intitulando-se "apóstolo de Cristo Jesus", Paulo faz uma conside­rável reivindicação para si mesmo. Ele se coloca entre os doze que Jesus escolheu pessoalmente, separando-os do vasto círculo de seus discípulos. A estes Jesus deu o título especial de "após­tolos" (Lc 6: 13), indicando com isso que pretendia enviá-los com a missão de representá-lo e ensinar em seu nome. A fim de prepa­rá-lo para esta tarefa, providenciou que ficassem "com ele" (Mc 3: 14).   Assim, tendo a oportunidade sem par de ouvir as suas palavras e ver os seus feitos, estariam, então, aptos para testemunhar dele e de tudo o que vissem e ouvissem dele (Jo 15: 27). Jesus também lhes prometeu que o Espírito Santo lhes daria uma inspi­ração de forma extraordinária, lembrando-os acerca do que ele lhes havia dito e guiando-os em toda a verdade que não pudera ensi­nar-lhes (Jo 14:25-26; 16:12-13).

A este grupo selecionado Paulo reivindica ter sido então acres­centado. Ele vira o Senhor ressurreto, no caminho de Damasco, o que lhe deu a qualificação para ser apóstolo: ser testemunha da ressurreição (Atos 1: 21 -26; 1 Co 9:1; 15:8-9). De fato, sua expe­riência no caminho de Damasco foi mais do que a sua conversão; foi também o seu comissionamento ao apostolado. Cristo lhe dis­se: "Por isto te apareci para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrir os olhos. . ." (Atos 26: 16-18). As pa­lavras do Senhor

"eu te envio" foram "egö apostellö se", ou seja, "eu te torno apóstolo", isto é, "eu te ponho por apóstolo dos gentios" (cf.Rm 11:13; Gl 1:15,16; 2:9).

Paulo jamais poderia esquecer este comissionamento. Ele de­fendeu sua missão e mensagem apostólica contra todos os detra­tores, insistindo que o seu apostolado vinha de Cristo e não de homens (p.ex.:Gl 1: 1, 11, 12). Mesmo agora, ao escrever esta carta, humilhado pelos homens, e esperando pela manifestação do imperador, este prisioneiro comum é um privilegiado apósto­lo de Cristo Jesus, o Rei dos reis.

O apóstolo prossegue, descrevendo dois aspectos do seu apos­tolado, e lembra a Timóteo a origem e o objeto do mesmo. A ori­gem do seu apostolado foi "a vontade de Deus". Termos idênti­cos (dia thelëmatos theou) são empregados no início das duas cartas aos Coríntios e das duas cartas, escritas na prisão, aos Efésios e aos Colossenses. Realmente, em nove das suas treze cartas, in­clusive na primeira (aos Gaiatas) e na última (esta, 2 Timóteo), Paulo se refere à "vontade", ou ao "chamado" ou ao "coman­do" de Deus, pelo qual se fez apóstolo. Paulo sustentou, desde o começo até o final da sua carreira apostólica, a convicção de que a sua indicação como apóstolo não procedia nem da igreja, nem de qualquer homem ou grupo de homens. Nem tampouco se havia indicado a si mesmo.   Pelo contrário, o seu apostolado originara-se no desejo divino e no chamado histórico do Deus todo-poderoso, através de Jesus Cristo.

O alvo do seu apostolado diz respeito à "promessa da vida que está em Cristo Jesus". Isso eqüivale a dizer que ele foi comissio­nado como apóstolo, primeiramente para formular, e depois para comunicar, o evangelho. E o evangelho é a boa nova para os pe­cadores agonizantes, é a notícia de que Deus lhes promete vida em Jesus Cristo. É muito interessante que, quando a morte lhe parece mais evidente, o apóstolo define aqui o evangelho como sendo uma "promessa de vida". E é realmente isso. O evange­lho oferece vida aos homens, vida verdadeira, vida eterna, tanto aqui como depois. Ele declara que a vida está em Cristo Jesus, o qual não somente afirmou ser ele mesmo a vida (João 14: 6) mas, como Paulo logo adiante revela, "destruiu a morte e trou­xe a luz da vida e a imortalidade mediante o evangelho" (v. 10).

O evangelho vai além de somente oferecer vida; ele promete vida a todos os que estão em Cristo. Ele afirma dogmaticamente: "quem tem o Filho, tem a vida" (1 Jo 5:12). De fato, poder-se-ia dizer que a Bíblia inteira pode ser descrita como sendo uma pro­messa divina de vida, e isto a partir da primeira menção da "árvo­re da vida", em Gênesis 3, até o último capítulo do Apocalipse, no qual o povo remido de Deus, de graça, come da árvore da vida e bebe da água viva. A vida eterna é um presente que Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos; agora o tem revelado mediante a pregação do evangelho (cf. vs. 9, 10; Tt 1: 2-3; Rm 1:1-2).

É assim, então, que Paulo se apresenta. Ele é um apóstolo de Cristo Jesus. O seu apostolado originou-se na vontade de Deus e consolidou-se na proclamação do evangelho de Deus, isto é, na "promessa da vida que está em Cristo Jesus".

Segue no próximo...



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